domingo, 19 de abril de 2015
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Desafio literário 2015
sábado, 4 de outubro de 2014
terça-feira, 8 de julho de 2014
A Garota Da Capa Vermelha
A GAROTA DA CAPA VERMELHA é uma reinterpretação do conto da Chapeuzinho Vermelho,(duas histórias ao mesmo tempo tão semelhantes e tão diferentes)nela é contada uma história de amor,num cenário de terror,medo,desconfiança,perigo,e incontáveis mortes...
O livro começa com as lembranças de infância da personagem principal Valerie(agora já com 17 anos),para que acha um maior entendimento do que acontecera posteriormente.A história se passa na aldeia de Daggorhorn,onde praticamente é uma prisão para Valerie que deseja ser livre;a aldeia é atormentada por um lobisomem que vem em toda lua cheia,e para não serem atacados os aldeões se vem tendo que fazer sacrifícios,oferecendo seus animais para salvar sua vidas,durante muito tempo isso funcionou,mas em um dia(ou melhor em uma noite) a trégua foi quebrada...Quando a lua de sangue apareceu no céu,as mortes começaram.
O livro começa com as lembranças de infância da personagem principal Valerie(agora já com 17 anos),para que acha um maior entendimento do que acontecera posteriormente.A história se passa na aldeia de Daggorhorn,onde praticamente é uma prisão para Valerie que deseja ser livre;a aldeia é atormentada por um lobisomem que vem em toda lua cheia,e para não serem atacados os aldeões se vem tendo que fazer sacrifícios,oferecendo seus animais para salvar sua vidas,durante muito tempo isso funcionou,mas em um dia(ou melhor em uma noite) a trégua foi quebrada...Quando a lua de sangue apareceu no céu,as mortes começaram.
Marcadores:livros | 1 comentários
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Depois da meia-noite...
E ela se perdia assim, em uma tarde de chuva derretida, com pés descalços e o coração desbotado, enquanto algo dentro de si gritava com uma violência muda. Ela poderia correr o quanto quisesse, poderia fugir e se embrenhar no desconhecido caminho à sua frente. Paisagens novas e rostos frescos de memória não utilizada. Podia ser qualquer coisa que quisesse e mesmo assim tudo estaria certo, pois que ela não seria vista, sentida, perdida.
Preenchia o silêncio com suspiros vazios de uma melancolia calculada. E então afastava seus suspiros, seus dissabores, suas dores, com um falso riso e um som cristalino de inutilidade ornamentada, e quando se atrevia a olhar para dentro, via monstros e aberrações disfarçadas em um heroísmo barato. Sua força arquejava com uma respiração lenta e pesada em que o ar se recusava a entrar, a existir. Era forte. Ou pelo menos, era o que aparentava. E se algo estivesse errado, sorria. Um sorriso sem sol, sem calor. Sem nada. Como se soubesse tudo. Como se não soubesse nada. Fingia, era certo. Fingia muito bem. Fingia saber qual estrada seguir, quais passos dar, quando fazer os olhos sorrirem. Fingia uma certeza inexistente e acreditava em fantasmas, assombrações e bicho-papão à meia-noite.
Preenchia o silêncio com suspiros vazios de uma melancolia calculada. E então afastava seus suspiros, seus dissabores, suas dores, com um falso riso e um som cristalino de inutilidade ornamentada, e quando se atrevia a olhar para dentro, via monstros e aberrações disfarçadas em um heroísmo barato. Sua força arquejava com uma respiração lenta e pesada em que o ar se recusava a entrar, a existir. Era forte. Ou pelo menos, era o que aparentava. E se algo estivesse errado, sorria. Um sorriso sem sol, sem calor. Sem nada. Como se soubesse tudo. Como se não soubesse nada. Fingia, era certo. Fingia muito bem. Fingia saber qual estrada seguir, quais passos dar, quando fazer os olhos sorrirem. Fingia uma certeza inexistente e acreditava em fantasmas, assombrações e bicho-papão à meia-noite.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
MINHA CONFUSÃO
Tanta coisa pode dar errada, tantos momentos de desastres catastróficos evitados por um triz. Do acordar até o dormir, tantas coisas podem acontecer, tantos tetos podem desabar, me soterrar, me desaparecer. Qual o momento? Qual a hora mais escura do dia? Como se achar e se perder e se achar e se ter e se vender e se perder e se deixar e se levar? Sempre por um triz. Sempre por um fio, um arranhão, uma beira, um abismo me engolindo. Se você sabe o caminho e o caminho não está? Se você tem o relógio e não as horas? O sol, mas não o calor? Como se encontrar no entulho do dia-a-dia-a-dia-a-dia?... Cadê meus sonhos e minhas horas? Cadê minhas fantasias de cataventos infantis? Magia. Cores. Algodão-doce. Nuvens de algodão. E naquele sonho de realidade barata em promoção, naquele sonho de vento cantado e sonhos inventados... As horas desabam sobre minha cabeça. Os sonhos... Onde tantos, agora tão poucos. A ordem é recomeçar. Do nada. Pra nada. A ordem é ser. A ordem é inspirar e expirar e inspirar e expirar e inspirar. Retome o fôlego, uma nova caminhada te aguarda. Cadê o sentido? Cadê o Norte? Cadê meu eu? Isso é a vida. Te testando. E todos assistem. Sua derrota. Sua glória. Isso é o mundo. O inevitável do mundo. O inevitável de tudo. Respire fundo. Mais uma vez. Vai começar. O surto psicótico silencioso amortecido por um elo entorpecido. Vai começar. Aplausos no final da estrada, no fim da linha. Silêncio absoluto. O que sou eu está caminhando com um sorriso desbotado e afetado. O que sou eu tem a força de um tufão e quebra tudo e destroi tudo e some com tudo. O que sou eu não te quer e nem te entende e nem te tenta e nem te sonha. O que sou eu aguarda uma não-salvação, porque ninguém pode me salvar, nem te salvar. O que sou eu sonha acordada, mas não entende nada. Aquilo não sou eu. Aquilo nem sei o que é. Aquilo me deixou sem palavras e sem direção. Aquilo me devastou de dentro pra fora de fora pra dentro de sonho pra nada de nada pra nada. Ponto final. Escolha final. Me pegue pelo chão. Meus pedaços, meus rastros. Me ache no caminho. Finge que não é nada disso. Finge que entendeu até o que eu não entendo. Finge que não é sua a minha confusão.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Tarde mansa de domingo...
E a dor a acalmava como um anestésico, acalmava o rio selvagem que era ela mesma... Suas águas negras que se diluíam em veneno sólido estavam naquele instante enchendo-se de manchas vermelhas... estava morrendo e mesmo isso não lhe era uma coisa toda ruim. A raiva estava encravada na carne como uma farpa dolorida. Já não via as outras pessoas como gente mas como inimigos. Inimigos esses que combatia com seu próprio sangue. Trancava-se dentro de si e se dilacerva toda cheia de mágoa. O dia estava quente e monótono como uma tarde mansa de domingo.
Caminhava lentamente pela rua cheia de barulho: carros passando, pessoas conversando e sorrindo. Uma criança a olhou intensamente e ela retribuiu o olhar intrigada, mas não sorriram, olharam-se criança e mulher e diziam mudamente: sim, eu sei... pensou que devia estar com uma aparência horrível quando chegou enfim em casa. Por quanto tempo será que fiquei caminhando por aí? A casa continua vazia... Sempre esteve vazia... Ligou a televisão e nem sequer se incomodou em mudar o canal, só não queria ficar naquele silêncio. Domingo à tarde e solitária era uma combinação horrível. Podia ter continuado caminhando por horas e horas e horas, mas sentiu que o corpo não agüentaria por muito tempo esse ritmo. Em tempos abafados caminhar era a única opção aceitável e concebível. E no peito a dúvida anulava o caminho claro e certo. Queria entender o que fazia de si mesma, mas ainda não tinha coragem suficiente para entender sua própria resposta.
Pensou em tomar um banho pois assim poderia relaxar, e porque também gostava de sentir o cabelo molhado solto em suas costas. Era uma sensação confortável de limpeza interna... Notou que não chorava há muito tempo. Aprendera a sentir a sua dor - sem nunca entender que dor era essa - aprendeu a sentí-la como se sente os pés no chão, ou a roupa em contato com a pele, tão natural. Mas sabia que ao conformar-se com todas essas sensações e com as suas limitações de pessoa solitária, sabia que isso era uma injecção fatal de veneno amargo. Olhou-se demoradamente no espelho. Ah, tem um vazio tão grande dentro de mim... Por mais que eu me alimente de sentimentos, de dores e alegrias, ainda assim esse vazio continua intenso. Como dói! Olha reflexo meu, olha! Pois não sei quanto tempo ainda pode me olhar... Observou seus próprios traços, o nariz longo e reto, os olhos redondos e vazios... disse enfim, em agonia já exaltada, quase em grito - pois dentro de si, atrás daqueles olhos vazios só existia um grito sem fim: eu sei, eu sei.... Mas não sabia de nada, nem sabia porque se dizia isso. Não sabia de nada... Depois vestiu um pijama com tecido macio e pensou o que mais poderia fazer pois afinal ainda era como se fosse domingo.Um dia precedia o outro e nem mesmo podia saber se isso era o certo.
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