sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Tarde mansa de domingo...
E a dor a acalmava como um anestésico, acalmava o rio selvagem que era ela mesma... Suas águas negras que se diluíam em veneno sólido estavam naquele instante enchendo-se de manchas vermelhas... estava morrendo e mesmo isso não lhe era uma coisa toda ruim. A raiva estava encravada na carne como uma farpa dolorida. Já não via as outras pessoas como gente mas como inimigos. Inimigos esses que combatia com seu próprio sangue. Trancava-se dentro de si e se dilacerva toda cheia de mágoa. O dia estava quente e monótono como uma tarde mansa de domingo.
Caminhava lentamente pela rua cheia de barulho: carros passando, pessoas conversando e sorrindo. Uma criança a olhou intensamente e ela retribuiu o olhar intrigada, mas não sorriram, olharam-se criança e mulher e diziam mudamente: sim, eu sei... pensou que devia estar com uma aparência horrível quando chegou enfim em casa. Por quanto tempo será que fiquei caminhando por aí? A casa continua vazia... Sempre esteve vazia... Ligou a televisão e nem sequer se incomodou em mudar o canal, só não queria ficar naquele silêncio. Domingo à tarde e solitária era uma combinação horrível. Podia ter continuado caminhando por horas e horas e horas, mas sentiu que o corpo não agüentaria por muito tempo esse ritmo. Em tempos abafados caminhar era a única opção aceitável e concebível. E no peito a dúvida anulava o caminho claro e certo. Queria entender o que fazia de si mesma, mas ainda não tinha coragem suficiente para entender sua própria resposta.
Pensou em tomar um banho pois assim poderia relaxar, e porque também gostava de sentir o cabelo molhado solto em suas costas. Era uma sensação confortável de limpeza interna... Notou que não chorava há muito tempo. Aprendera a sentir a sua dor - sem nunca entender que dor era essa - aprendeu a sentí-la como se sente os pés no chão, ou a roupa em contato com a pele, tão natural. Mas sabia que ao conformar-se com todas essas sensações e com as suas limitações de pessoa solitária, sabia que isso era uma injecção fatal de veneno amargo. Olhou-se demoradamente no espelho. Ah, tem um vazio tão grande dentro de mim... Por mais que eu me alimente de sentimentos, de dores e alegrias, ainda assim esse vazio continua intenso. Como dói! Olha reflexo meu, olha! Pois não sei quanto tempo ainda pode me olhar... Observou seus próprios traços, o nariz longo e reto, os olhos redondos e vazios... disse enfim, em agonia já exaltada, quase em grito - pois dentro de si, atrás daqueles olhos vazios só existia um grito sem fim: eu sei, eu sei.... Mas não sabia de nada, nem sabia porque se dizia isso. Não sabia de nada... Depois vestiu um pijama com tecido macio e pensou o que mais poderia fazer pois afinal ainda era como se fosse domingo.Um dia precedia o outro e nem mesmo podia saber se isso era o certo.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
FELIZ NATAL
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Meu mundo
Então vem e tira esse silêncio pra dançar. Quebra a barreira da distância que nos separa e me mostra como entrar no seu mundo de faz de conta. Não me deixe à beira mar para ser levada pela maré alta. Quero a aventura completa e o sorriso mais sincero que você guarda no bolso. Sem meias palavras, nem meios gestos, que o quase me confunde, me atordoa, me entristece. Vamos conversar essas palavras não ditas e devorar os desejos não consumidos. Quero uma fada no meu ombro que me sussurre as verdades que não vejo. Te mostro o caminho e você me acompanha em procissão, pois que essa solidão já tem suas vítimas. Me traga luz. Quero meu mundo em chamas! Vamos ficar assim então, que a noite é longa e fria, e a saudade mora logo ao lado. Não me espere muito tempo, não me deixe muito longe. Quero voltar para aquelas horas em que o faz de conta fazia tanto sentido e a brincadeira era simples. Flores batendo asas. Meu lugar preferido continua sendo à sombra das suas palavras, suas histórias, suas aventuras.
Eu só queria que fosse assim... Você aí, me procurando no meu mundo.
Eu só queria que fosse assim... Você aí, me procurando no meu mundo.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Orgulho e preconceito
Autor : Jane Austen
Elizabeth é a segunda filha mais velha das cinco irmãs da família Bennet, com uma mãe metida à casamenteira e um pai recluso em seus próprios pensamentos, ela e sua irmã Jane compartilham tudo como as grandes amigas que se tornaram ao longo dos anos. Vivendo num lugarejo da Inglaterra onde todos se conhecem, a família logo recebe uma notícia animadora por meio da Sra. Bennet. Um jovem muito rico, chamado Sr. Bingley, havia alugado Netherfield Park, para se estabelecer durante uma temporada e o melhor de tudo: ele era solteiro.
Encantada com a ideia de ter uma de suas filhas casadas com o jovem, a matriarca da família, insiste em levar todos para um baile que não só marcaria a chegada do rapaz, mas também, a vida de toda a família. Principalmente a de Elizabeth, que ao ter seu orgulho ferido por Mr. Darcy, o melhor amigo do Mr. Bingley, decide que não sentiria nada por ele além de desprezo. Contudo, a vida lhe surpreende e a ensina que nem tudo é o que parece ser, e que às vezes é preciso uma forcinha do destino para se viver um grande amor.
Marcadores:livros | 3
comentários
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Conselho de um velho apaixonado
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Filme a menina que roubava livros
Marcadores:Filmes | 4
comentários
terça-feira, 13 de agosto de 2013
A Esperança
Autor : Suzanne Collins,
“A Esperança” começa com a nossa querida (ou não) Katniss Everdeen sobre as cinzas do Distrito 12. Após ser resgatada da arena pelos revolucionários do Distrito 13, ela se dá conta da triste realidade de não amais ter um lar e tem que se adaptar à nova rotina, contando com o apoio de novos aliados, novos inimigos em potencial e antigos parceiros.
Nessa obra Collins foi muito feliz com o uso dos seus personagens. Alguns secundários que eu jurava que nunca mais seriam sequer citados reaparecerem com relativa importância. Destaque para Finnick Odair, o responsável pelas piadinhas, que apesar de bem raras, serem ótimas.
Marcadores:livros | 1 comentários
Assinar:
Postagens
(Atom)
thays. Tecnologia do Blogger.







