domingo, 4 de agosto de 2013
Filme vs Livro
LIVRO
Uma das melhores séries que já li na minha vida (apesar de não ter lido o segundo ainda, mas tenho certeza de que não me decepcionarei), Dezesseis Luas tem tudo para satisfazer o leitor infantil, jovem ou adulto.
É um pacote completo: um cenário assustador, uma maldição fatal, reencarnação, feitiços, bruxaria, vudu e personagens que simplesmente prenderão o leitor até o fim.
Uma das coisas que chama bastante a atenção no livro é que a história YA (young adult) é contada pelo Ethan, um garoto. Ou seja, como estamos numa época de garotas encontrando garotos sobrenaturais, nos deparamos com o contrário: garoto encontrando a garota sobrenatural.
Odeio fazer comparações, mas acho que preciso acrescentar que Dezesseis Luas não tem nada de Crepúsculo. Temos uma história fantástica, cheia de mistérios que você se vê especulando pra tentar desvendá-los, um mundo inteiro novo e, além do romance, aquela ideia que faltava para juntar tudo com perfeição: os conjuradores e seus dons.
Tem gente que reclama que as autoras (sim, duas meninas escrevendo no ponto de vista de um garoto!) não trabalharam bem esse último ponto, relativo aos conjuradores, mas discordo. Tenho certeza que elas fizeram de propósito para trabalhar melhor na continuação, como forma de unir os dois livros.
Além disso, elas foram ótimas a história inteira e em nenhum momento fiquei sem vontade de ler ou cansada com a leitura. Tudo me interessava.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Em chamas
Autor : Suzanne Collins,
A história
Jogos Vorazes permeia um contexto distópico e pós-apocalíptico constituído pela nação de Panem que se formou após a destruição da América do Norte. Um estado autoritário e controlador situado na Capital toma conta desta e dos 12 distritos que a cercam. No passado, alguns distritos incitaram um levante contra esse governo e desde então, como prova da sua autoridade, a Capital criou uma represália que seria relembrada por todos e para sempre: a cada ano os distritos são forçados a enviar dois tributos, um menino e uma menina com idade entre 12 e 18 anos, para participar dos Jogos Vorazes. Os Jogos são transmitidos por toda a Panem, portanto, seja em televisores próprios ou nos fornecidos pela capital nas praças dos distritos, todos assistem ao vivo o reality show sangrento composto basicamente por crianças e adolescentes. Como todo bom jogo, as regras são simples: os 24 tributos são colocados em uma arena temática devidamente preparada com armadilhas e controles específicos para tornarem o jogo mais “divertido” e o último que restar vivo, vence.
Katniss Everdeen é uma voluntária na arena. Ela decide participar dos Jogos por instinto quando o nome da sua irmã mais nova é escolhido no sorteio. O amor fala mais alto que qualquer coisa e nem sequer pensar ver sua frágil irmã na arena não é uma opção. Com habilidades de caça e sobrevivência adquiridos ao sustentar ilegalmente a família com a caça fora dos limites do distrito, Katniss tem chance e favoritismo no Jogo. E se não bastasse, por mais contraditório que seja com sua personalidade, ela ganha o apoio do povo. Os mistérios dessa revelação eu deixo para vocês descobrirem nos livros.
Todos os livros são divididos em três partes. Vou apresentá-las brevemente (evitando ao máximo os spoilers, prometo).
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quinta-feira, 18 de julho de 2013
Medo de escuro
Levantei-me no meio da noite. Ainda não me lembro bem por que essa vontade súbita. Sei que tive ímpeto de levantar. Andei ainda descalça pelo quarto vazio e escuro, tateei em busca de uma forma conhecida. Vi que as sombras - aquelas sombras que me aterrorizavam quando criança - vi que elas, agora na minha vida quase adulta, tomavam uma forma inesperada e de alguma forma surpreendentemente linda! Como pudera antes ignorar a beleza daquelas formas? Como pudera eu esquecer que existia vida mesmo enquanto nada existia?Fiquei ali parada por algum tempo. Extasiada, quase emocionada. Mas assustei-me com aquela beleza súbita e lentamente voltei a sentir o horror que há tempos não sentia. O silêncio, a falta da vida, aquela vida pulsante e dolorosamente feia. Mas a vida que enche o quarto quando há luz. Não que eu me sinta menos morta a luz do dia, é apenas que a minha falta de existência é totalmente suprimida com a companhia dos vivos. E à noite, em meio ao silêncio, ao escuro vazio e àquelas formas inteiramente novas e inteiramente lindas, a minha falta do que viver pareciam me sufocar com mais intensidade.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
"Ler devia ser proibido"
terça-feira, 9 de julho de 2013
As Vantagens de Ser Invisível
Autor : Stephen Chbosky
Depois de tantos comentários a respeito do livro – e do filme – esta que vos fala resolveu lê-lo. E não é que me saiu um livro bom? Ou melhor, muito bom.
Começamos com o protagonista apresentando-se como “Charlie”, um nome fictício para que ninguém o reconheça pelas histórias e, como consequência, os seus amigos – que também tiveram seus próprios nomes mudados. O que se sabe é que ele é um garoto de 15 anos que está prestes a começar o primeiro ano do colegial e que, desde que o amigo Michael morreu, tem tido problemas em “participar” da vida escolar.
Enquanto Charlie tenta compreender as razões da morte de Michael, ele conhece dois irmãos, Patrick e Sam, em uma de suas tentativas de enturmar-se. Os três tornam-se inseparáveis e essenciais para sua mudança, que acompanhamos ao longo do livro. São eles que levam Charlie para sua primeira festa e é com eles que o rapaz tem os momentos mais marcantes de seu fim de adolescência.
“E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos.”
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domingo, 30 de junho de 2013
A Janela de Overton
Autor : Glenn Beck
Um livro muito bom, para quem gostar (nem que seja um pouquinho só) de política. E para os amantes dos temas conspiratórios. Embora o autor não fale que o livro aborde exatamente o tema "teoria da conspiração", é disso que se trata. Mas não existe nenhum grupo oculto, nenhuma ordem "maçônica" ou ocultista, ou mesmo política "oculta". Os objetivos do grupo que quer transformar o mundo em uma imensa 'República da Sujeição ao Estado' (frase que eu inventei para dar uma ideia do que o livro sugere) são bem claros, abertos e definidos. E o povo já o está vendo em execução, embora nem todos consigam enxergá-lo com a clareza necessária.
Para ser sincera, não faz o meu gênero preferido. O suspense é quase zero, a ação é rápida demais - depois de certa altura - tipo filmes "Duro de Matar" e similares, com soldados aqui ou ali, conspirações que manipulam bombas, polícia, exército e serviço secreto aprontando contra gente honesta, etc.
Eu prefiro bem mais as conspirações de Dan Brown ou os estilos góticos e cheios de suspense sombrio, como Susan Hill, Catherine Gaskin, Conan Doyle, etc. Sem esquecer que livros de fantasia brasileiros, como Martha Argel, André Vianco, Laura Elias, Giulia Moon, Adriano Siqueira, Pat Kovacs, Nelson Magrini, também me agradam de montão.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
Finge na hora rir
Se eu fingir que acredito em você, você finge que acredita em mim? Disfarça seus sonhos em mim, vamos caminhar na mesma direção fingindo que não vamos nos perder. Seu controle reflete meu desejo e eu finjo que entendo esse frio que dá nos ossos em noite solitária. Disfarça seu medo em mim que eu finjo me perder por entre seus labirintos bem desenhados. Quero acreditar nesse conto de fadas que você me conta antes de dormir pra me fazer sonhar com possibilidades imprevisíveis. Deixa eu me esconder nesse cavalo oco enquanto você me atropela com suas histórias que escuto com uma atenção benevolente porque quero muito ser parte desse cenário incompleto que você busca, em desespero, preencher. Vamos fingir que a maré não nos afogará com essas meias verdades que nos contamos sempre que é conveniente, porque o amor tirou férias permanentes entre aqui e lá, e o que restou foi uma distância lúcida. Me seguro na borda pra não ser arrastada pro seu mundo - finge que acredita que eu não quero. Disfarça a sua falta de interesse na minha falta de atenção e eu finjo que você completa o que em mim falta.
Se eu acreditar em você, você acredita em mim?
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