quinta-feira, 18 de julho de 2013

Medo de escuro

[stf.bmp]Levantei-me no meio da noite. Ainda não me lembro bem por que essa vontade súbita. Sei que tive ímpeto de levantar. Andei ainda descalça pelo quarto vazio e escuro, tateei em busca de uma forma conhecida. Vi que as sombras - aquelas sombras que me aterrorizavam quando criança - vi que elas, agora na minha vida quase adulta, tomavam uma forma inesperada e de alguma forma surpreendentemente linda! Como pudera antes ignorar a beleza daquelas formas? Como pudera eu esquecer que existia vida mesmo enquanto nada existia?
Fiquei ali parada por algum tempo. Extasiada, quase emocionada. Mas assustei-me com aquela beleza súbita e lentamente voltei a sentir o horror que há tempos não sentia. O silêncio, a falta da vida, aquela vida pulsante e dolorosamente feia. Mas a vida que enche o quarto quando há luz. Não que eu me sinta menos morta a luz do dia, é apenas que a minha falta de existência é totalmente suprimida com a companhia dos vivos. E à noite, em meio ao silêncio, ao escuro vazio e àquelas formas inteiramente novas e inteiramente lindas, a minha falta do que viver pareciam me sufocar com mais intensidade.
terça-feira, 9 de julho de 2013

As Vantagens de Ser Invisível




Autor : Stephen Chbosky
Editora :Rocco
Edição: 2007
Páginas 223










Depois de tantos comentários a respeito do livro – e do filme – esta que vos fala resolveu lê-lo. E não é que me saiu um livro bom? Ou melhor, muito bom.

Começamos com o protagonista apresentando-se como “Charlie”, um nome fictício para que ninguém o reconheça pelas histórias e, como consequência, os seus amigos – que também tiveram seus próprios nomes mudados. O que se sabe é que ele é um garoto de 15 anos que está prestes a começar o primeiro ano do colegial e que, desde que o amigo Michael morreu, tem tido problemas em “participar” da vida escolar.
Enquanto Charlie tenta compreender as razões da morte de Michael, ele conhece dois irmãos, Patrick e Sam, em uma de suas tentativas de enturmar-se. Os três tornam-se inseparáveis e essenciais para sua mudança, que acompanhamos ao longo do livro. São eles que levam Charlie para sua primeira festa e é com eles que o rapaz tem os momentos mais marcantes de seu fim de adolescência.

“E naquele momento eu seria capaz de jurar que éramos infinitos.”

domingo, 30 de junho de 2013

A Janela de Overton



Autor : Glenn Beck
Editora :Novo Conceito
Edição: 2011
Páginas 384




Um livro muito bom, para quem gostar (nem que seja um pouquinho só) de política. E para os amantes dos temas conspiratórios. Embora o autor não fale que o livro aborde exatamente o tema "teoria da conspiração", é disso que se trata. Mas não existe nenhum grupo oculto, nenhuma ordem "maçônica" ou ocultista, ou mesmo política "oculta". Os objetivos do grupo que quer transformar o mundo em uma imensa 'República da Sujeição ao Estado' (frase que eu inventei para dar uma ideia do que o livro sugere) são bem claros, abertos e definidos. E o povo já o está vendo em execução, embora nem todos consigam enxergá-lo com a clareza necessária.

Para ser sincera, não faz o meu gênero preferido. O suspense é quase zero, a ação é rápida demais - depois de certa altura - tipo filmes "Duro de Matar" e similares, com soldados aqui ou ali, conspirações que manipulam bombas, polícia, exército e serviço secreto aprontando contra gente honesta, etc.

Eu prefiro bem mais as conspirações de Dan Brown ou os estilos góticos e cheios de suspense sombrio, como Susan Hill, Catherine Gaskin, Conan Doyle, etc. Sem esquecer que livros de fantasia brasileiros, como Martha Argel, André Vianco, Laura Elias, Giulia Moon, Adriano Siqueira, Pat Kovacs, Nelson Magrini, também me agradam de montão.
segunda-feira, 24 de junho de 2013

Finge na hora rir


Se eu fingir que acredito em você, você finge que acredita em mim? Disfarça seus sonhos em mim, vamos caminhar na mesma direção fingindo que não vamos nos perder. Seu controle reflete meu desejo e eu finjo que entendo esse frio que dá nos ossos em noite solitária. Disfarça seu medo em mim que eu finjo me perder por entre seus labirintos bem desenhados. Quero acreditar nesse conto de fadas que você me conta antes de dormir pra me fazer sonhar com possibilidades imprevisíveis. Deixa eu me esconder nesse cavalo oco enquanto você me atropela com suas histórias que escuto com uma atenção benevolente porque quero muito ser parte desse cenário incompleto que você busca, em desespero, preencher. Vamos fingir que a maré não nos afogará com essas meias verdades que nos contamos sempre que é conveniente, porque o amor tirou férias permanentes entre aqui e lá, e o que restou foi uma distância lúcida. Me seguro na borda pra não ser arrastada pro seu mundo - finge que acredita que eu não quero. Disfarça a sua falta de interesse na minha falta de atenção e eu finjo que você completa o que em mim falta. 
Se eu acreditar em você, você acredita em mim?
sábado, 15 de junho de 2013

Era uma vez.

Era uma vez um pedaço de história que nunca foi contado. Não que não fosse importante, era de fato estranho que ninguém o notasse, mas a história estava escondida e assustada, com medo de seus algozes imaginários. Era uma vez um pedaço de Verão costurado no Outono com um pezinho no Inverno que invejava a Primavera. Essa não é a história esquecida, é só uma história que também não foi contada. Se o destino dependesse desses pedaços de tempo perdidos entre uma sobremesa e outra, talvez tudo fosse diferente. Mas não era bem assim. Uma história perdida e uma história esquecida. Era uma vez uma amizade impossível entre situações que nem existiram. Era uma vez uma palavra perdida entre o muro do silêncio. Esse muro voraz que mata sentimentos de solidão e chama o eco para ser carrasco. Eco, faça companhia a essas palavras malditas! O muro do silêncio não gosta de ser desobedecido. Era uma vez uma palavra insistente que não se cansava de ouvir o eco que ninguém respondia. 
Uma palavra que fingia solidão e adormecia na calada do silêncio, não da noite, porque a noite era quase uma aliada. Idéias tumultuadas vinham espiar sonhos desvanecidos. Era uma vez uma situação tão inusitada que o impossível fez questão de virar as costas. Era uma vez um sonho colorido com papel marchê, água salgada e aurora amanhecida. Consegue ver esse mundo que  ninguém te conta, não por medo, mas por necessidade? Era uma vez uma gota de água perdida no Oceano em busca de outra gota de água, que decidiu se tornar chuva para chorar suas tristezas sem fim. Suicida! Diziam. Mas era algo mais, e nem era tão simples. Era uma vez a roda do destino brincando de dona aranha. Aquela que cai. Aquela que não desiste.
terça-feira, 11 de junho de 2013

Juntos para sempre



Autor : Walcyr Carrasco
Editora :Arqueiro
Edição: 2013
Páginas 206



Nossos olhares se cruzaram. naquele instante , o tempo real não existia.nossos olhos se mantiveram fixo um no outro , parecia não haver mais nada ao redor .Estávamos acima da dimensão do tempo paralisados pela mensagem que só os olhos  da alma podem trocar .
Foi um instante, apenas  um instante  mágico como a eternidade , que aconteceu raramente na vida de cada um .


Alan veio de família pobre. Teve uma infância difícil e uma adolescência baseada em trabalhar e estudar. Foram muitas as vezes em que na época da faculdade ele dependeu de um prato de comida, oferecido de bom grado a ele pela família de Tobias seu melhor amigo, para não passar fome. Hoje ele se tornou um homem rico, sócio de um escritório e advogado renomado e importante. Namora Érica, uma ex modelo esnobe e grosseira que tem como esporte predileto gastar seu cartão de crédito, mas Alan não se importa, afinal Érica tem classe, sabe se portar em qualquer situação, ficará bem visto por seus clientes por ter uma mulher igual a ela ao seu lado, mas amor não existe no relacionamento. Alan nunca amou mulher nenhuma, não sabe porque, mas esta feliz que seja assim, torna tudo mais fácil, mais conveniente.

O único inconveniente em sua vida é o sonho idêntico que ele têm todas as noites há anos. Um mulher, a mesma mulher, de olhos verdes e cabelos longos sendo queimada na fogueira em uma época distante. No sonho ele esta preso no próprio corpo, e assiste o assassinato brutal da moça com lagrimas nos olhos. Ele há ama. Assim que as labaredas lambem seus cabelos e ela é engolida pelas chamas ele faz uma promessa: Ama-lá para sempre. Todas as vezes em que acorda, simplesmente perde o sono e fica inquieto. Ele não faz ideia do porque sonha com essa cena repetidas vezes, muito menos o motivo de tal promessa, já que ele não faz ideia do que veja o amor.

 “Os laços de amor são mais fortes que o tempo". 

Link me

LIVROS E OUTROS AMORES

Search

Faça Parte!

thays. Tecnologia do Blogger.

Arquivo do blog